Como se não houvesse limites
Fica cada vez mais claro o fato de que nas grandes cidades estamos chegando ao nosso limite, em todos os aspectos. Trânsito, criminalidade, consumo de água, luz e tudo que precisamos para viver com o mínimo de qualidade. Tudo está chegando ao limite.
Porém, ainda teimamos em não querer enxergar o fato de que a gota d'água está cada dia mais próxima de cair no nosso balde. O ar de São Paulo nas últimas semanas tem mostrado isso, por exemplo.
O pior é que ao olhar ao redor nos deixa ainda mais preocupados. Após mais de um mês sem chuvas, ainda vemos lava-rápidos cheios, donas de casa lavando suas calçadas e muito mais. Isso sem falarmos do que vemos no trânsito, nas delegacias e muitas vezes dentro da nossa própria casa.
Na verdade, ainda não somos capazes de perceber, de fato, que somente a consciência coletiva será capaz de fazer a humanidade prosperar em um futuro que, ao contrário do que muitos pensam, não está muito distante. E é exatamente isso que dá medo. A transição entre fontes primárias de energia e sistemas políticos, além da conscientização de todo ser humano, parece ter cada vez menos importância nas pautas diárias dos nossos grandes líderes. É como se já soubéssemos que o futuro irá demorar mais do que deveria. Porém, não vemos que já agredimos o meio ambiente de forma irreversível e agora estamos agredindo uns aos outros, como se não houvesse limites.















