Novos tempos, as mesmas leis
Em diversos países onde o trabalho remoto é cada vez mais comum, essa forma de trabalho tem causado alguns problemas para empregado e empregador.
Recentemente, um caso ocorrido na ABC News abriu os olhos da comunidade empresarial do Estados Unidos para a questão. Apesar de famoso, o caso é apenas um dos milhões de casos que têm entupido os tribunais trabalhistas americanos.
O problema é que não são apenas os empregados e empregadores que têm dúvidas sobre o assunto. A justiça também não sabe como resolver a maioria dos casos. Será que um funcionário deve ser pago por ler seus e-mails de trabalho durante um passeio no fim de semana? Será que publicar um post no blog corporativo à noite configura trabalho em hora extra?
Os mesmos avanços tecnológicos que permitem trabalharmos remotamente, na maioria das vezes com mais eficiência do que quando trabalhamos no escritório, têm ajudado as empresas a reduzirem drasticamente seus custos com infra-estrutura e com o consumo de materiais. Além disso, o trabalho remoto tem ajudado cidades a diminuírem significativamente a emissão de poluentes e os níveis de congestionamento nos horários de pico.
Mesmo que não listássemos os benefícios indiretos relacionados à diminuição do stress e à melhoria da qualidade de vida e do ambiente familiar, não precisamos de muito para concluirmos que o problema está no atraso da legislação trabalhista em todo o mundo. Enquanto a tecnologia avança em velocidade aterradora, as leis parecem evoluir cada vez mais vagarosamente.
Em São Paulo, como em todas as grandes cidades, o trabalho remoto pode ser a solução de grandes problemas enfrentados hoje pela população. Porém, as empresas brasileiras, que já têm dificuldade para aceitar novos modelos de negócios, serão desencorajadas por casos como esse e, como sempre, pela inércia do poder legislativo em todas as esferas do governo.















