Eficiência na comunicação de grandes mudanças
Recentemente, um banco australiano fez uma pesquisa muito interessante. A equipe do departamento de Comunicação retirou de circulação uma série de veículos internos de informação para identificar quantos dos seus 40 mil funcionários iriam questionar o fim desses canais. Resultado: o vídeo-jornal foi reclamado por 4 pessoas; o jornal impresso por apenas 36 e os outros canais não foram reclamados ou comentados por ninguém. Vale dizer que durante a pesquisa a Intranet da empresa continuou no ar.
Percebeu-se então, que a comunicação de informações sobre grandes mudanças organizacionais é mais eficiente quando são utilizadas estratégias face-a-face, sobretudo aquelas lideradas pelas gerências. Segundo pesquisas recentes, é nesse ponto que 80% das empresas falham.
As mesmas pesquisas também mostram que as estratégias face-a-face tornam-se mais eficiente quando os principais atores do processo agem como líderes e não como chefes. Essa diferença vem sendo percebida em estudos realizados em algumas comunidades carentes ao redor de todo o mundo.
Em alguns países da África, por exemplo, o sucesso da comunicação sobre a adoção de mudanças de comportamento para a saúde, como ferver a água antes de beber, só foi alcançado após o envolvimento dos líderes locais de cada uma destas comunidades. Antes disso, o programa baseado em panfletos, palestras e visitas de agentes externos não havia obtido os mesmos resultados.
Nas grandes organizações, nem mesmo os discursos de CEO's são totalmente críveis para os funcionários. Na GM, por exemplo, 78% das pessoas responsáveis por repassar informações importantes são gerentes médios, pois esses parecem ser mais "confiáveis" na visão da maior parte dos funcionários.
Essas são algumas informações que reforçam que a criação de um bom nível de conversação é o melhor caminho para construir mudanças sólidas de comportamento dentro das empresas. Para isso, os comunicadores devem preparar seus gerentes com o repasse de dados e impressões. Sem nunca deixar de perceber que os canais e veículos de comunicação interna têm a sua importância, devemos sempre lembrar que comunicação é, principalmente, entre pessoas.















